Prejuízos no Rio e SP, com
vários clientes ficando "sem pai, nem mãe" e com prejuízos financeiros. A
cooperativa Total Azul quee tinha loja em Vila Valqueire, zona norte do
Rio, fechou as portas e muitos ficaram sem receber valores de todo
tipo. Sinistros e quitação de carnês foram "esquecidos" pela empresa,
com clientes esperando meses por uma solução, que até agora não veio. No
último sábado (21), alguns clientes lesados do Rio se juntaram e
fizeram Registro de Ocorrência na 30ª DP (Marechal Hermes). Para piorar,
a cooperativa não existe fisicamente, o que impede de acionar os
proprietários. "Eu e meu marido estamos a procura da empresa Total
Azul, cujo os responsáveis por essa cooperativa de proteção veicular são
o Sr. Edimilsom Viegas e Gilzete Viegas. Eles sumiram, ninguém consegue
uma resposta dessa empresa. Pessoas que tiveram seus veículos roubados a
meses estão desesperados e passando por turbulências financeiras por
conta disso. No caso do meu marido que trabalhava com o carro também",
afirmou a professora Jacqueline Fagundes Bispo, 33 anos, ex-companheira
de William Cândido Gomes, que era motorista de aplicativo e sem o carro
está desempregado.
Segundo
esse casal, em julho colocaram o carro na oficina indicada pela
"seguradora" após o pagamento da franquia e aguardaram o mecânico avisar
quando o serviço estivesse pronto. Foi quando começaram as surpresas
negativas. "O mecânico nos ligou e disse que não fez nem a metade do
serviço, pois a Total Azul não o pagava. Que a dívida deles com ele
estava enorme. Foi quando começamos a procurá-los e desde daí só
promessas falsas. Ninguém consegue um contato físico, só atendem por
WhatsApp e de São Paulo ainda por cima", finalizou Jaqueline.
Um
grupo de clientes prejudicados se reuniram, criaram um grupo de
bate-papo na internet e estão se juntando para mais ações contra a
empresa. A lista dos lesados é grande. Confiram nomes, valores e tempo
que estão aguardando receber os valores devidos.
- Janine Teixeira do Monte Rodrigues
Valor: 28 mil
Tempo: 1 ano e 4 meses
Realengo-Rj
Valor: 28 mil
Tempo: 1 ano e 4 meses
Realengo-Rj
- Pedro Henrique Pensabem Brasileiro
Valor: 25 mil (ainda estão com a moto dele)
Tempo: 9 meses
Honório Gurgel-Rj
Valor: 25 mil (ainda estão com a moto dele)
Tempo: 9 meses
Honório Gurgel-Rj
- Igor Leandro Moreira do Carmo
Valor: 30.930,00
Tempo: 3 meses
Bento Ribeiro-Rj
Valor: 30.930,00
Tempo: 3 meses
Bento Ribeiro-Rj
- Amanda Tavares Cabral Alencar Rodrigues
Valor: 31.419,00
Tempo: 5 meses
Anchieta-Rj
Valor: 31.419,00
Tempo: 5 meses
Anchieta-Rj
- Sérgio Augusto de Souza Meirelles dos Santos
Valor: 37.800,00
São Paulo
Valor: 37.800,00
São Paulo
- William Cândido Gomes
Valor: 7 mil
Tempo: 4 meses
Penha-Rj
Valor: 7 mil
Tempo: 4 meses
Penha-Rj
- Fábio Amorim Andrade Caetano
Valor: 22.824,78
Tempo: 10 meses
Cotia-Sp
Valor: 22.824,78
Tempo: 10 meses
Cotia-Sp
- Rodrigo Tavares Mohamed
Valor: 9.000
Tempo: 10 meses
Valor: 9.000
Tempo: 10 meses
- Joenilson bispo de Oliveira
Carro roubado 23 de janeiro 2019
Bairro Bangu
Carro financiado / nome sujo
Prejuízo de Mais de 35.000
Carro roubado 23 de janeiro 2019
Bairro Bangu
Carro financiado / nome sujo
Prejuízo de Mais de 35.000
Os
valores altos são pessoas que foram roubadas e a Total Azul não quitou.
Em alguns casos, houve a promessa de pagar o carnê com as parcelas que
faltavam, mas nada foi feito. Sem um site oficial ou assessoria de
imprensa, nossa reportagem buscou contato da Total Azul através de um
número de WhatsApp. Quem nos respondeu em nome da cooperativa foi uma
pessoa que se chama Igor, após afirmar não ter conseguido contato com os
responsáveis da empresa.
Na última terça-feira (24), a resposta da empresa, na íntegra, foi a seguinte:
"Vou
te responder aqui pois não estou conseguindo contato com meus
superiores. A empresa realmente está passando por um momento muito
complicado, onde houve uma separação de sócios, onde toda e qualquer
responsabilidade financeira ficou apenas com um dos sócios. Quando na
verdade todas as pendências deveriam ser resolvidas pelos dois. O sócio
que se desligou, abriu uma outra empresa, e teve acesso ao nosso banco
de dados enviando informações falsas para todos os nossos associados,
dizendo que a Total Azul havia falido, e com isso essa tal empresa
estaria migrando toda carteira de clientes para ela. A sócia abriu uma
(outra) empresa e com isso enganando nossos associados falando sobre a
tal migração. Devido a migração tivemos uma baixa muito grande na nossa
área financeira, e com isso nos dificultando a finalizar todos as nossas
pendências financeiras. Temos a ciência que precisamos solucionar esse
problema. Já estamos com advogados tratando desse assunto para que seja
solucionado o mais rápido possível. Sim, temos ciência que há varios
boletins de ocorrências sendo feitos, e estão passando tudo para nossos
advogados, pois a responsabilidade deve ser de ambos os sócios. Já foi
aberto boletim de ocorrência contra a outra parte, e estamos tentando
solucionar esse problema o mais rápido possível".
Então,
em resposta, enviamos mensagem com a relação de todos os casos dos
clientes lesados e a resposta para cada caso. A posição da empresa pelo
mesmo número de WhatsApp foi que passaria "para o setor responsável, e
já te enviaria uma resposta". Até a publicação dessa reportagem, mais de
48h depois ~do questionamento, não obtivemos nenhuma informação.
O
número de clientes lesados só aumenta e o grupo de bate-papo na
internet também. Após nossa reportagem procurar a Total Azul, alguns
clientes receberam a seguinte mensagem da empresa. "Prezado associado,
temos ciência que a Total Azul está sendo acusada de crime de
estelionato e formação de quadrilha. Diante disso, estamos enviando uma
nota para explicar que estamos sofrendo golpes de nossa ex-diretora
financeira, Gilzete Viegas, que está divulgando informações falsas e
negativas da associação que é sócia Medidas já foram tomadas, e estamos
aguardando para que a Sra. Gilzete arque, inclusive, com os valores que,
de forma ilegal, desviou da associação causando prejuízos nas
indenizações".
A reportagem
tentou contato com Gilzete Souza Viegas, mas não conseguiu. Antes de
deletar a rede social, ela postou um pedido de desculpas pois estaria
"sofrendo há alguns meses ataques e acusações nas redes sociais por
conta do ex-marido que, infelizmente, está dando golpe na praça através
de uma empresa em que trabalhávamos juntos quando éramos casados".
O
ex-marido, Edmilson Viega da Silva, que consta como único proprietário
(e presidente) da empresa Azul - Associação de Proteção Veicular na
Receita Federal, também não foi encontrado para se manifestar. Alguns
cliente fizeram contato com a advogada dele e receberam a resposta que
por enquanto "não tem nenhum processo judicial (...), logo, tem que ver
no setor de eventos". O cliente então questionou se a advogada saberia o
endereço físico da Azul Total, mas não obteve nenhuma resposta.
Segundo
o delegado Allan Luxardo, titular da 30ª DP (Marechal Hermes), outras
pessoas estão fazendo registros em mais delegacias e as investigações
estão em andamento para localizar os proprietários a prestarem os
devidos esclarecimentos.
NOTA DA REDAÇÃO: Matéria
atualizada às 19:20h para ajuste e alteração do termo "seguradora". Na
verdade, o uso do termo foi apenas para expressar o tipo de serviço
oferecido e não a qualificação exata da empresa, que na verdade é uma
cooperativa.
A
fim de esclarecer o uso do termo, remetemos a SUSEP (Superintendência
de Seguros Privados), um órgão governamental, que explica que "a única
forma legal dessas associações e cooperativas atuarem é como
estipulantes de contratos de seguros, ou seja, contratando apólices
coletivas de seguros junto a sociedades seguradoras devidamente
autorizadas pela SUSEP, passando a representar seus associados e
cooperados como legítimos segurados".
Contudo, a SUSEP dá as seguintes recomendações:
Algumas
associações e cooperativas estão comercializando ilegalmente seguros de
automóveis com o nome, por exemplo, de "proteção", "proteção veicular",
"proteção patrimonial", dentre outros.Como essas associações e
cooperativas não estão autorizadas pela SUSEP a comercializar seguros,
não há qualquer tipo de acompanhamento técnico de suas operações.
A
única forma legal dessas associações e cooperativas atuarem é como
estipulantes de contratos de seguros, ou seja, contratando apólices
coletivas de seguros junto a sociedades seguradoras devidamente
autorizadas pela SUSEP, passando a representar seus associados e
cooperados como legítimos segurados.
Portanto, antes de contratar um seguro, consulte o nome da sociedade seguradora no sítio eletrônico da SUSEP e leia as condições gerais do contrato de seguro.
Não caia em golpes, seguro só com corretor de seguros, temos sempre uma solução de seguro que cabe no seu bolso,
aguardamos seu contato.
aguardamos seu contato.
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Cel:(11) 98566 7544/ 98564 0478
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E-mail: marcos.infinituscorr@gmail.com ou contato@infinituscorr.com.br
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fonte: https://www.sulacapnews.com.br/single-post/2019/09/26/Seguradora-veicular-fecha-loja-sem-pr%C3%A9vio-aviso-e-deixa-clientes-do-Rio-e-SP-na-m%C3%A3o
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fonte: https://www.sulacapnews.com.br/single-post/2019/09/26/Seguradora-veicular-fecha-loja-sem-pr%C3%A9vio-aviso-e-deixa-clientes-do-Rio-e-SP-na-m%C3%A3o

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